quarta-feira, 3 de setembro de 2008

De páginas amareladas tiraste uma rosa, ela era branca, mas não li seu perfume, naquele exato momento não dialogamos eu e ela. È claro que em algum momento nos tocávamos, mas minha pele não a abraçou...Como poderia imaginar que quando o sol se fosse o meu silêncio perturbador dançaria com ela? Uma dança fúnebre, com velas dogmáticas que também dançavam ao som de um latim vulgar. Eu e ela, fundidas na nossa solidão...Havia excesso, mas não havia o esplendor, somente carpideiras que se riam no jardim, na rua, na cozinha...E eu sei que toda a beleza está aqui sozinha, no meu eu, me faltou a pureza, a modesta, mas espero contida o “arcanjo invisível, as palavras santas, de outra anunciação”

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