sábado, 17 de outubro de 2009

Sabe que já tinha me esquecido desse blog...mas hoje resolvi olhá-lo...resolvido, vou escrever alguma coisa só pra desvirginá-lo de novo, vou tentar ser mais assídua e quem sabe escrever um pouco mais para meus poucos leitores, espero poder cumprir esse meu desejo e aqui poder dividir algumas experiências que tenho vivido, mas vai ficar para um outro dia...

domingo, 14 de setembro de 2008

Aqueles que me conhecem quase sempre se surpreendem por eu ter dois filhos, criá-los praticamente sozinha e ainda fazer faculdade... Ficam mais surpresos ainda quando falo de minha fé, acho que sei porque se espantam ou dizem que não me enquadro no padrão. Talvez porque a associação com um cristão seja quase sempre de uma pessoa séria, fechada, meio-sorriso,calada ao máximo para não dar vazão às tentações ( afinal temos uma imagem a zelar)...de fato não entro nesse padrão, falo muito, sorrio demais, vou até as às mesas que bebem cerveja e não critico ninguém, tenho minha convicções e creio sim que existe uma única verdade. E isto digo não porque li, ou porque meu líder me convenceu, não somente porque creio que a Bíblia seja palavra de Deus, mas principalmente pelo que sinto... Uso um clássico que não se desgasta nunca “existe mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia”.
Posso dizer amigos, se Deus não existisse com certeza não estaria aqui... me decepcionei tanto, no momento que mais precisei de apoio, me vi só, só para exemplificar, senti as dores do parto uma noite inteira, e minha única companhia era a do meu menino de 3 anos...doeu muito, não as dores em si, mas o descaso, mas esse Deus vivo é tão bom que tudo transcorreu bem, amanheceu e pude ir à maternidade, minha filha nasceu meio dia, que felicidade, vê-la linda, saudável, eu viva. Eu Feliz. Aconteceram tantas situações difíceis que quase me vi como protagonista de uma novela mexicana, mas ainda bem que quem escreve minha historia é Cristo. Tenho mil defeitos, muitos é verdade, mas tento seguir os passos desse homem que por mim e por você morreu. Não pense que para segui-lo você deve ser perfeito, não ninguém é, e nem pense que nunca irá errar, e é fato, irão te apontar por conta disso, mas você tem crer que ele é Deus, que salva restaura, ama, um amor verdadeiro, pleno, um amor que de forma inexplicável se sente no coração, na alma.
Te amo Deus fiel e verdadeiro, que a tua glória resplandeça sobre nós.

“Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança.” SL 4:8

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Queria mergulhar em novos mares, acordar tendo apenas a obrigação de navegar oceanos desconhecidos...ah como eu queria passear como Cristo passeou nas águas...
Queria acordar num mundo melhor, sem mentiras, nem vaidades...num mundo onde se respeitasse o próximo...ai, Deus, existe tanta banalização, tudo é tão normal, as pessoas se matam, se ferem, enganam, traem e tudo é tão normal! É tão aceitável. Eu não consigo me conformar, acho que estou decepcionada “meus ombros suportam o mundo”? Ontem quando eu voltava da faculdade, empolgada com as novas possibilidades que me foram apresentadas, um menino abordou minha amiga pedindo cinquenta centavos ( isto é tão rotineiro, você que me ler inevitavelmente já passou por isso) perguntei para quê ele queria e ele falou que era para comprar um cachorro quente, então nada mais nos restava a não ser dar-lhe de comer...tudo bem, ele comeu e depois? Quem vai dar? Ele deve ter no máximo 13 anos e com 15 e com 18? O quê fará? Não, não vamos acreditar em historinha, caráter não nasce com a fome, ela apenas dói e dói tanto... e eu aqui preocupada com o nada, com o insignificante...
Enquanto isso novos conhecimentos são produzidos nas faculdades, fala-se de Sócrastes, Machado de Assis, Foucaut, tantas teses, teses, que ficam lá para uns poucos lerem...
Calma,não digo que isto seja desnecessário apenas acho que tudo que fazemos, que se faz não esta atingindo o bem maior que é a sociedade, a maioria da sociedade...
Pessoas passam fome, adoecem, morrem sem um pingo de dignidade... é época de eleição...acreditar em quem? Acreditar?

"Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação"

(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Longe de mim amigos querer me comparar...apenas quero viver, já amei, amo, crio filhos por que não escrever? o farei nos intervalos dos afazeres domésticos...
Escutei do polêmico André Bueno e de outros pofessores também que a nossa faculdade de letras destrói o leitor, concordo até a metade mas vou defender o outro lado, como grande parte dos alunos de letras, tive uma educação precária,medíocre, infame, tudo isto dado as péssimas condições da educação no nosso país.
Acredito que quando entramos na faculdade saimos da Caverna, por causa das inúmeras apostilas e livros que temos de ler, creio sim! Entramos com dificuldades enormes, quinhentas lacunas, Quincas Borba?Quê isso? Mas acabamos aprendendo, conhecendo, até os professores mais apáticos conseguem nos empurrar para longe da nosssa imensa escuridão. A tarefa é árdua, o tombo enorme, minha cabeça dói até hoje, mas tenho aprendido muito e agradeço cada momento que passo lá, mesmo que isto me cause também dor...
No grande mundo FL, as divergências de idéias, o pedantismo que passeia pelos corredores e senta na saula de aula, tudo acaba contribuindo para o nosso crescimento seja profissional ou pessoal, porque é comparando, observando, ouvindo que aprendemos, as idéias contrárias nos fazem questionar quase sempre nos posicionar, os pedantes nos fazem olhar para dentro e dizer "não quero ser assim" ou "será que estou assim?" Aprendemos com a galera que entra incansavelmente, interrompendo a aula, porque são eles que muitas vezes nos informam sobre as questões políticas do nosso país e são eles que de fato lutam para que as universidades não fiquem mais sucateadas do que já estão, (fazemos tantas coisas que por vezes esquecemos rádio, televisão, esquecemos que os mutantes estão à solta e que a Donatella é legal). Creio que toda essa dinâmica nos tira da Caverna, porque se tem movimento, tem vida, e se tem vida há esperança e essa esperança deve ser levada para além do nosso prédio, não deve ser esquecida, pendurada na parede como o diploma, deve ser implementada no nosso cotidiano porque senão o professor André Bueno terá razão e tudo será apenas laudatório...
Para terminar e começar a lavar louça, deixo palavras do próprio André Bueno, extraída de seu "Formas da Crise":
Mas, seja como for,plantaremos a semente da nossa esperança à margem da margem, na terceira margem do rio, entre o continemte e a ilha, solitários e ainda solitários. Para que haja porto.Para que o mar não termine jamais.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

De páginas amareladas tiraste uma rosa, ela era branca, mas não li seu perfume, naquele exato momento não dialogamos eu e ela. È claro que em algum momento nos tocávamos, mas minha pele não a abraçou...Como poderia imaginar que quando o sol se fosse o meu silêncio perturbador dançaria com ela? Uma dança fúnebre, com velas dogmáticas que também dançavam ao som de um latim vulgar. Eu e ela, fundidas na nossa solidão...Havia excesso, mas não havia o esplendor, somente carpideiras que se riam no jardim, na rua, na cozinha...E eu sei que toda a beleza está aqui sozinha, no meu eu, me faltou a pureza, a modesta, mas espero contida o “arcanjo invisível, as palavras santas, de outra anunciação”
Acho que descobrir finalmente que dois mais dois são cinco!
somei com mais um nove fora: tudo errado!
me divido dia e noite e me vejo maior
mais perdida dentro do que não sei
conjecturas, eu, conjecturas
nenhuma conclusão
só o meu eu errante, passivo
agressor, inaudível
onde mora
a certeza
de outrora
talvez
na
palavra
que
acreditei
mas
que
agora
duvido
eu
Certo dia numa praia olhando displicentemente vi uma menina de olhos vermelhos destruir o castelo de quatro crianças, havia furor naquele olhar, tão estranho, inquietei-me com o olhar seco que ela reluzia...uma pequena, como pôde tão friamente destruir a diversão dos pequeninos? Ela se foi passo a passo, orgulhosa do seu feito, sem perceber o choro desesperado dos inocentes... Continuei observando-a e em muitos momentos me enfureci com tamanha maldade, ela esboçava uma aparente felicidade e seu sorriso sarcástico denunciava aquela travessura, no entanto não tardou muito para que seu pai puxasse suas orelhinhas e a colocasse de castigo...Ah, mas não posso me esquecer de contar, logo após o puxão de orelha apareceu de dentro das águas uma bebezinha linda, com olhinhos de mel, esta princesa caminhava leve e sorridente e sem querer pisou no castelo que a pequena travessa construiu. Não amigos, não fiquei feliz, fiquei com pena.